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Professores Discutem sobre Práticas Pedagógicas

 

Inovadoras a partir do uso das Tecnologias Digitais

 

 

 

 

 

Em tempos de revolução tecnológica e profundas transformações culturais, os muros que ainda insistem em separar a educação presencial da educação a distância precisam ser derrubados de vez. O advento da tecnologia e o uso indispensável dessas novas ferramentas no processo do aprendizado e da construção do saber exigem o fim dessa dicotomia e que os professores ressignifiquem suas práticas. As formas de transmissão dos novos conhecimentos e o impacto dos recursos da modernidade na sala de aula foram debatidos em mais uma edição da Jornada Pedagógica Docente da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).Com o tema “A sala de aula no contexto das transformações culturais e tecnológicas: práticas pedagógicas inovadoras”, a jornada, promovida pela Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), reuniu professores da Instituição em torno do debate, nesta sexta-feira (22), no Auditório do Departamento de Psicologia, no Câmpus de Bodocongó, em Campina Grande. A atividade busca criar um espaço de discussão permanente entre os professores da graduação e a Pró-Reitoria de Graduação, com a finalidade de refletir e aprimorar a prática docente, bem como planejar metas.

 

 

 

A jornada foi presidida pelo pró-reitor de Graduação, professor Eli Brandão, que destacou a necessidade dos professores estarem antenados com as novas tecnologias para aprimorar suas metodologias de ensino. Ele lembrou que, desde 2016, a PROGRAD tem empreendido reflexões sobre os desafios da Universidade diante das transformações tecnológicas e culturais que, inevitavelmente, se refletem em sala de aula, na prática docente. A dicotomia que ainda existe entre a educação a distância e a presencial foi abordada pelo pró-reitor.

 

Para ele, no contexto tecnológico atual, não há mais espaço para essa separação. “A tecnologia não é uma fase. Ela é um instrumento com o qual precisamos trabalhar a educação. Temos que pensar em um modelo híbrido de educação”, destacou, acrescentando que muitos professores já nasceram em um cenário de fácil contato com a tecnologia, mas outros ainda precisam se adaptar a essa realidade irreversível.

 

O evento foi aberto com a palestra “Agir docente, multiletramentos e cultura da tecnologia na Universidade”, ministrada pela professora Roziane Marinho Ribeiro, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), seguida pela abordagem sobre “Tecnologias digitais e práticas pedagógicas: convergência de estratégias virtuais e presenciais”, com a professora Shirley Ribeiro Carvalho. da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

 

 

 

Na primeira conferência, professora Shirley Ribeiro compartilhou suas experiências com a educação a distância. Em sua fala, a docente destacou a convergência que existe no uso das ferramentas tecnológicas na formação profissional, seja na modalidade a distância ou em sala de aula. “Temos que fazer a discussão de convergência, que é esse contexto em que você discute o uso da tecnologia na educação e não apenas na modalidade, porque a modalidade tem suas especificidades, mas as tecnologias e a era digital fazem parte do cotidiano e da vida. Como educadores, temos que pensar na prática doente como um todo”, enfatizou.

 

 

 

 

 

A professora Roziane Marinho também se deteve na mesma temática e ressaltou que as novas tecnologias demandam um novo comportamento, um novo perfil e uma nova forma de agir do professor. Ela enfatizou que a revolução tecnológica é visível e não tem como retroceder nem tentar voltar para a “idade da pedra” ou da época do giz e do quadro. “Essa relação entre os letramentos e as mídias digitais e os multiletramentos se entrelaçam no agir didático do professor no cotidiano da sala de aula”, frisou. A professora Vagna Rocha, coordenadora de Ensino Superior da UEPB, reforçou que a Jornada marca o fechamento do semestre com a proposta de pensar um ensino superior cheio de desafios, principalmente frente àas tecnologias. Para ela, cada vez mais a inovação de novas práticas se faz necessária para educar.

 

 

 

 

Participante da Jornada, a professora Rilva Suely, do Curso de Odontologia e coordenadora do PET Saúde Interprofissionalidade na UEPB, disse que o evento teme grande importância para os professores, no sentido de causar reflexões sobre a prática docente cotidiana. Ela enfatizou que o agir docente necessita de uma visão mais ampliada e observou que os avanços educacionais nem sempre se estabelecem de forma universal dentro da prática docente. “A gente precisa conviver com esses modelos que têm como base as mudanças tanto no sistema nacional, através do MEC, no sistema de ensino da própria Universidade e esse sistema didático”, observou

 

Para ela, muitos professores que participaram da Jornada buscaram novas informações, principalmente no que diz respeito às influências das novas tecnologias no processo de aprendizado e transmissão do conhecimento. Rilva disse que os professores universitários precisam conviver com um modelo híbrido de ensino, que vai do método tradicional até o mais avançado tecnologicamente.

 

Texto: Severino Lopes


Fotos: Givaldo Cavalcanti